domingo, 30 de setembro de 2012

A GAROTA DA UNIBAN (editado em 9/11/2009)

                   - TEXTO EDITADO EM 09 DE NOVEMBRO DE 2009 -
(por um descuido deixei de clicar "publicar" e a crônica não entrou no blog, e ora estou corrigindo)
A GAROTA DE MINI-SAIA  -  REFLEXÕES SOBRE A REPERCUSSÃO ATRAVÉS DA
     MÍDIA SOBRE O OCORRIDO COM A GAROTA DE MINI SAIA NA UNIBAN

                                                             O ATO E O FATO
 Tivemos a oportunidade de assistir nos noticiários da TV, Jornais e internet, pronunciamentos de Procuradores(as), Juizes, Médicos, Advogados(as), psicólogos(as) e outras pessoas da população, onde todos puderam defender o direito que as pessoas têm de escolher e usar as roupas que desejar. Realmente esse direito existe e eu também concordo com ele. O que ocorre é que todos defenderam o ATO e não o FATO. Vejamos:
a) O ATO
 O que ocorreria com a Procuradora, se fosse ao Tribunal trajando um biquíni e chapelão de sol? Provavelmente sequer conseguiria entrar no prédio, sendo barrada por não estar convenientemente vestida...Porem se ela dirigir-se ao Clube nesses trajes, sequer será notada.
Se um Juiz entrar na sala de julgamento de camisa esporte e bermuda, será aceito assim vestido? Certamente não conseguirá entrar. Entretanto se for dessa maneira ao Super mercado nada acontecerá...
^Você irá a um velório fantasiado de Rei Momo? Irá a um baile de formatura de roupão de banho? O Padre conseguirá celebrar um matrimônio trajando calção?
Como reagirão, o corpo de enfermagem, o anestesista, e o paciente, no caso do cirurgião entrar no Centro Médico vestindo uma sunga, chinelo de dedo, óculos escuros e na cabaça um boné do Corinthians? Provavelmente até o paciente pularia da maca e sairia correndo do Hospital....
Como reagirá a paciente da Psicóloga se esta  recebê-la para a consulta de maiô e abrigo? Fatalmente desistirá da consulta.  Porem, se for para a praia nesses trajes, nada ocorrerá.
Imaginem uma jovem vestida de preto até aos pés, com um véu na cabeça e uma bíblia na mão, desfilando na Av. República do Líbano,  no meio das garotas de programa, que de mini-saia ou sem saia, que por lá ficam o dia inteiro? qual será a reação delas? Gritarão: A Evangélica quer nos converter...Porém se essa mesma jovem for para a avenida trajando mini-saia, nada acontecerá.
b) O FATO
Todos esses ATOS  estando fora do ambiente natural, sendo portanto incompatíveis, geraram o FATO de não aceitação pelos colegas lá presentes..  Pois foi isso que ocorreu com a Garota da UNIBAN. O seu ATO criou um FATO não aceito. Seu procedimento, para aqueles colegas, foi em local impróprio e inoportuno, não estavam contestando o traje mas o uso, segundo eles, em local inadequado. Já a mídia só focou o FATO.
Vivemos numa sociedade e nossos USOS  e COSTUMES  nos são ensinados, ou se quiserem, impostos pela maior parte da comunidade. Temos o direito, uma vez adultos, de discordar de certas posturas, mas não conseguiremos modificá-las, a não ser que apresentemos alternativas aceitas pela maioria.
Finalmente, refletindo com calma concluiremos que USOS e CONSUMES são fundamentados no bem estar da maioria , no respeito mútuo, e,  todos assim agindo viverão em mais harmonia e menos conflitos. Concluindo, a mídia só defendeu o ATO e não levou em consideração  que aquele grupo protestava contra o FATO do uso de local inadequado   daqueles trajes e não o direito de usa-los.
São `Paulo, 9 de novembro de 2009
Oswaldo Sansone Rodrigues


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