sábado, 1 de fevereiro de 2014

LIÇÃO DE ECOLOGIA

LIÇÃO DE ECOLOGIA
No Super mercado, o caixa me disse:
O Sr. deveria  trazer suas próprias  sacolas  para as compras, uma vez que sacos  de plástico  não são  amigáveis  ao meio ambiente:  Pedi desculpas  e disse-lhe:  Naquela época ignorávamos  onda verde  e  participação ativa  nos usos e costumes. Minha  geração  não  se preocupou  adequadamente com o meio ambiente. As garrafas de leite, de refrigerante  e cerveja eram devolvidos aos fornecedores. Estes as mandavam de volta aos fabricantes, onde eram lavadas e esterilizadas antes do reuso. Eles usavam essas garrafas  por infinitas vezes. Portanto, realmente  não nos preocupávamos   com  o meio  ambiente. Subíamos  as escadas, porque não  haviam  escadas rolantes   nas lojas e  nos  escritórios. Caminhávamos até o comércio ou  íamos de  Bonde para isso, não  usando "nosso carro" de 300 HP. Mas você está certo, nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.  Até então, as fraldas  de  bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. As  roupas eram secas  nos varais dos quintais  não  nas  máquinas bamboleantes de vários watts. A energia  solar e eólica é que  realmente  secavam nossas roupas. Os filhos menores usavam  as  roupas que  tinham sido  de seus irmãos  mais velhos,  não  roupas  sempre  novas  e  de  grife....  Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente naqueles dias. Naquela  época  só  tínhamos uma TV  ou rádio   em  casa e não uma TV   em cada quarto.    E a TV  tinha  uma  tela do  tamanho  de  uma folha   A4  e  não  um  telão  do  tamanho  da   parede  e  descartada a cada ano.  Nas cozinhas, os  bolos, omeletes  e afins  eram batidos com  as mãos, pois não existiam  as batedeiras  elétricas, que fazem tudo sozinhas.  Quando  embalávamos  um objeto  frágil    usávamos  jornal  amassado e  não plástico bolha ou similar que duram séculos para  degradar.  No "meu tempo"  não se  usava  motor  para cortar a grama, era mesmo no tesourão que exigia músculos. Nossos exercícios não dispunham de esteiras elétricas...mas  você tem razão, não nos preocupávamos com meio ambiente.  Bebíamos diretamente  da  biquinha  quando estávamos   com  sede, em  vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora  lotam os mares. As  canetas recarregávamos com  tinta quantas  vezes  fosse  preciso usando um tinteiro. Você alguma  vez já viu um tinteiro? Na verdade não tínhamos uma onda verde naquela época. Tomávamos Bonde ou  Ônibus  e as crianças  iam em suas bicicletas ou a pé  para a escola, pois  não usavam serviço de táxi 24 horas. Não usávamos GPS   para receber  sinais via  satélite, só para  encontrar  a pizzaria mais próxima.    Para   finalizar:  Que  época  é  a mais  correta,  ética   e respeitadora do meio ambiente? Pense nisso, opine.
NOTA: O texto acima foi por  mim  adaptado  e  abrasileirado de outro  recebido  via Facebook,  enviado por José Márcio Martins,  de Paris onde reside.
COMENTÁRIO:  Tudo que o texto diz é verdade, porém é a verdade daquele   tempo.  Meu  ponto de  vista:  Tendo  vivenciado  aquela época e  vivenciando a atual, conclui que a atual é indiscutivelmente melhor,  mais salutar e mais  benéfica  ao meio ambiente e consequentemente à toda humanidade. Na  verdade não usávamos todas essas inovações simplesmente porque não as conhecíamos e   não para preservar o meio ambiente. "Naquela "época" morria-se  facilmente e  sem saber  o  motivo.  Era comum  uma família  perder um filho nos primeiros anos de vida. Tínhamos  de maneira  generalizada,  nos  centros urbanos entre outros males: Tifo, Diarreia, Peste Bubônica, Crupe, Mal de Hansel, Tuberculose,  Sífilis, Varíola,   Malária,  Coqueluche,  Febre Amarela,   Peste Negra, Polimielite, Caxumba, Catapora, e outras tantas.  Os ambientalistas de última hora, não tendo vivido aquele passado, e  não  tendo  pesquisado   são  radicais e unilaterais  em  suas conclusões.   Na verdade é fundamental  que para emitirmos conceitos do "certo ou errado" deveremos primeiramente pesquisar  como  ocorreram  os fatos em  épocas anteriores  e suas consequências (vale salientar que há testemunhos vivos e eu sou um deles).  Os ambientalistas   contemporâneos  entre  outras,   condenam   o uso atual de sacos  plásticos para o  recolhimento e  coleta do  lixo domiciliar e outros.   Desconhecem  as consequências advindas da maneira de coleta  de  lixo  domiciliar  adotada no passado.  O  lixo  domiciliar era  acumulado  em  latões  que eram colocados   nas portas  das casas, em dias alternados,  pois a coleta era noturna dia sim dia não.  Esses latões tornavam-se, pela natureza do lixo que se decompunha rapidamente,   em verdadeiros criadouros dos piores tipos de pragas.  Eram  Lesmas, Baratas,  Pulgões, Carrapatos, Formigas, Aranhas, Minhocas Escorpiões, Moscas, Pernilongos, Abelhas, Vespas, Ratos, Cobras, Lagartos, Gatos e Cachorros (dai o termo vira latas). Essas pragas procriavam com facilidade e contaminavam tudo ao redor levando todos os males para dentro das casas. Disso advinha a proliferação das doenças que mencionei anteriormente. Somente esse detalhe demonstra que o meio ambiente do passado era muito mais danoso ao ser humano que o atual com o "terrível uso do saco plástico". Podemos ainda adicionar que mais de 90% das embalagens de plástico disponibilizadas nos super mercados são reaproveitadas e se transformam em mini sacos de lixo. A evolução tecnológica em todas as áreas: comunicação, escolar, industrial, medicinal, educacional, pesquisa laboratorial, meio de transporte, vacinação em massa, profilaxia em hospitais, escolas, e outros, têm propiciado uma qualidade de vida bem superior a do passado, embora ainda não seja o ideal. Bem melhor que antigamente isso é inquestionável. Na década de 40 a média de vida era de 45 anos. Hoje já passamos dos  70 anos  e o próximo senso mostrará que na verdade estamos com média ao redor de 80 anos. Também toda essa evolução está provocando uma explosão populacional que já esta causando inquietação e desiquilíbrio no mundo atual... A geração contemporânea está legando às futuras todos esses enormes privilégios. Certos ambientalistas porem teimam em  apontar o dedo condenatório, acusando como responsável a sociedade atual pelo uso dos sacos plásticos descartáveis. É preciso meditar:  imaginem acabarmos com o uso dos sacos plásticos descartáveis e  passarmos a reviver aquele passado primitivo.

OSWALDO SANSONE RODRIGUES    FEVEREIRO DE 2014

Um comentário:

Renato Sansone Rodrigues disse...

Querido pai, ė uma honra poder contar com sua lúcida e coerente contribuição para um assunto contemporâneo e atual como é o relacionado ao meio ambiente e as implicações da modernidade de que somos beneficiários. Excelente crônica, cujo conteúdo complementa de forma perfeita o recebido de Paris. Seu exemplo de cidadania e participação continua a nos inspirar ao constate estudo e atualização dos fatos e suas circunstancias. Continue a brindar seus familiares, amigos e demais interessados com suas crônicas. Seus filhos, noras e netos admiram e se orgulham de sua atividade. Beijo em seu coração. RENATO SANSONE RODRIGUES - Fevereiro 2014.